Pular para o conteúdo
(64) 3051-1442
Clínica Imune, Dr. Paulo Prado

Doença

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV): sintomas, causas e tratamento

Conteúdo revisado por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079

O que é alergia à proteína do leite de vaca (APLV)?

Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite de vaca, como a caseína e as proteínas do soro. É a alergia alimentar mais comum no primeiro ano de vida e costuma aparecer quando o bebê tem contato com o leite de vaca ou com fórmulas feitas a partir dele.

A APLV não é o mesmo que intolerância à lactose. Na APLV, o problema está nas proteínas do leite e no sistema imunológico. Na intolerância, está na digestão do açúcar do leite.

A APLV pode se manifestar de duas formas:

  • Imediata: mediada por IgE, com sintomas que aparecem de minutos até cerca de duas horas depois do contato com o leite
  • Tardia: não mediada por IgE, com sintomas que aparecem horas ou dias depois, principalmente no aparelho digestivo

Quais são os sintomas da APLV?

Na forma imediata:

  • vermelhidão, urticária (vergões) e inchaço de lábios ou pálpebras
  • vômitos logo após mamar ou comer
  • tosse, chiado ou falta de ar
  • nos casos graves, anafilaxia

Na forma tardia:

  • sangue ou muco nas fezes
  • diarreia ou vômitos persistentes
  • dificuldade para ganhar peso
  • irritabilidade e recusa alimentar

Cólica e regurgitação são comuns em bebês saudáveis. Isoladamente, não confirmam APLV: a avaliação considera o conjunto dos sintomas.

O que causa a APLV?

Na APLV, o sistema imunológico do bebê reage às proteínas do leite de vaca como se fossem uma ameaça. A predisposição genética e o histórico de alergia na família contribuem para o risco.

O contato com a proteína pode acontecer pela fórmula infantil à base de leite de vaca, pelos alimentos com leite introduzidos na alimentação e, menos frequentemente, pelo leite materno: quando a mãe consome leite de vaca e pequenas quantidades da proteína passam para o leite dela.

Como é feito o diagnóstico na Clínica Imune

O diagnóstico começa pela história clínica: idade de início, tipo de alimentação (peito, fórmula, alimentos com leite), quais sintomas aparecem, quanto tempo depois e o crescimento da criança.

Na forma imediata, o prick test e a dosagem de IgE específica no sangue ajudam a identificar a sensibilização ao leite. Na forma tardia, esses exames costumam ser negativos, e o diagnóstico se baseia na resposta à dieta.

A confirmação segue o que recomendam o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar e o Ministério da Saúde: retirada do leite de vaca da alimentação por um período definido pelo médico e, depois, reintrodução supervisionada, que é o teste de provocação oral. Se os sintomas melhoram com a retirada e voltam com a reintrodução, o diagnóstico se confirma.

Como é o tratamento da APLV?

  1. Retirada total do leite de vaca e derivados. Inclui leite, queijos, iogurtes, manteiga e os produtos industrializados que contêm leite. A leitura dos rótulos é parte do tratamento.

  2. Manutenção do aleitamento materno. O leite materno continua sendo o alimento indicado. Quando necessário, o médico orienta a mãe a retirar o leite de vaca da própria dieta.

  3. Fórmula adequada, quando o bebê não mama no peito. As opções incluem fórmulas extensamente hidrolisadas e fórmulas de aminoácidos, e, em casos selecionados, fórmula de soja. A escolha depende da idade e da forma da alergia. O SUS fornece fórmulas para crianças com APLV, conforme recomendação da CONITEC.

  4. O que não usar. Leite de cabra e de outros mamíferos, leite zero lactose e bebidas vegetais não substituem a fórmula adequada para bebês com APLV.

  5. Acompanhamento do crescimento e reavaliação. A criança é acompanhada para garantir a nutrição e reavaliada periodicamente, para verificar se já desenvolveu tolerância.

Quando procurar um médico

Vale marcar uma consulta quando:

  • há sangue ou muco nas fezes do bebê
  • os sintomas aparecem sempre depois de mamar fórmula ou comer alimentos com leite
  • a criança não está ganhando peso como esperado
  • o leite foi retirado da dieta sem confirmação do diagnóstico

Sinais de alerta: quando ir ao pronto-socorro

Procure atendimento de urgência imediatamente, ou ligue 192 (SAMU), se, depois do contato com o leite, a criança apresentar falta de ar, chiado, inchaço no rosto ou na boca, vômitos repetidos, palidez, moleza ou sonolência fora do comum.

Perguntas frequentes sobre APLV

APLV passa?

Na maioria das crianças, sim. Grande parte desenvolve tolerância ao leite ao longo da infância. Por isso a criança é reavaliada periodicamente, e a reintrodução do leite é testada no momento indicado pelo médico, com segurança.

APLV e intolerância à lactose são a mesma coisa?

Não. Na APLV, o sistema imunológico reage às proteínas do leite. Na intolerância à lactose, o problema é a digestão do açúcar do leite. A intolerância à lactose é rara no primeiro ano de vida, enquanto a APLV é a alergia alimentar mais comum nessa fase.

Leite zero lactose serve para quem tem APLV?

Não. O leite zero lactose continua tendo as proteínas do leite de vaca, que são as responsáveis pela alergia.

Leite de cabra pode substituir o leite de vaca na APLV?

Não. As proteínas do leite de cabra e de outros mamíferos são muito parecidas com as do leite de vaca e costumam provocar a mesma reação.

A mãe que amamenta precisa cortar o leite da dieta?

Nem sempre. O aleitamento materno deve ser mantido. Em alguns bebês com APLV que mamam no peito, o médico pode orientar a mãe a retirar o leite de vaca e os derivados da própria dieta, com acompanhamento nutricional.

Onde tratar APLV em Rio Verde?

Na Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde, que recebe pacientes de todo o Sudoeste Goiano. Agendamento pelo (64) 3051-1442.

Fontes consultadas

  1. SBP e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 1. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):7-38. (abre em nova aba)
  2. SBP e ASBAI. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 2: diagnóstico, tratamento e prevenção. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):39-82. (abre em nova aba)
  3. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC). Fórmulas nutricionais para crianças com alergia à proteína do leite de vaca. Relatório de recomendação, 2018. (abre em nova aba)

Última revisão: , por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079.

Agendamento

Agende sua consulta

Agendamento por telefone ou WhatsApp, no (64) 3051-1442. Segunda a sexta: 8h às 11h30 e 14h às 17h30.

WhatsApp, agendar consulta (abre o WhatsApp)