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Clínica Imune, Dr. Paulo Prado

Doença

Asma: sintomas, causas e tratamento

Conteúdo revisado por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079

O que é asma?

Asma é uma doença inflamatória crônica dos brônquios, os tubos que levam o ar até os pulmões. Nas pessoas com asma, os brônquios ficam mais sensíveis e, diante de certos estímulos, se estreitam, o que dificulta a passagem do ar e provoca falta de ar, chiado no peito e tosse.

Em muitas pessoas, a asma tem relação com alergia, a chamada asma alérgica, e costuma vir acompanhada de rinite alérgica. A asma não é contagiosa e pode começar em qualquer idade, embora os primeiros sintomas apareçam com frequência na infância.

A asma não tem cura definitiva, mas tem controle. O objetivo do tratamento, segundo as recomendações brasileiras, é manter os sintomas controlados e reduzir o risco de crises no futuro.

Quais são os sintomas da asma?

Os sintomas mais característicos são:

  • Falta de ar: sensação de que o ar não entra ou não sai direito
  • Chiado no peito: um som parecido com um assobio ao respirar, chamado de sibilância
  • Aperto no peito: como se algo estivesse apertando o tórax
  • Tosse: que costuma piorar à noite, de madrugada, ao acordar, com esforço físico, riso ou choro

Uma marca da asma é a variação: os sintomas vão e vêm, mudam de intensidade ao longo dos dias e podem desaparecer por semanas. Há períodos sem nenhum sintoma e períodos de piora.

O que é uma crise de asma?

Crise é a piora rápida dos sintomas, com falta de ar mais intensa, chiado e tosse que não passam com o repouso. Ela costuma ser desencadeada por infecções respiratórias, exposição a alérgenos, fumaça ou exercício em quem está com a asma mal controlada.

A tosse pode ser o único sintoma de asma?

Em algumas pessoas, sim. Tosse seca persistente, principalmente à noite ou depois de exercício, pode ser a principal manifestação da asma. Por isso, tosse que dura semanas merece avaliação médica.

O que causa a asma?

A asma resulta da combinação de predisposição genética com fatores do ambiente. Quem tem pais com asma ou outras doenças alérgicas tem chance maior de desenvolver a doença.

Os principais desencadeantes de sintomas e crises são:

  • Alérgenos: ácaros da poeira, fungos (mofo), epitélio de cães e gatos, barata e pólen
  • Infecções respiratórias: gripe e resfriado estão entre as causas mais comuns de crise
  • Fumaça e poluição: cigarro, fogão a lenha, queimadas e fumaça de veículos
  • Exercício físico: principalmente em quem está com a asma mal controlada
  • Mudanças de clima: ar frio, ar seco e mudanças bruscas de temperatura
  • Cheiros fortes: perfumes e produtos de limpeza
  • Alguns medicamentos: como certos anti-inflamatórios e betabloqueadores, em pessoas sensíveis

A seca e as queimadas no Sudoeste Goiano pioram a asma?

A seca não causa asma, mas é um agravante conhecido. No Sudoeste Goiano, os meses mais secos trazem umidade do ar muito baixa, mais poeira e fumaça de queimadas: fatores que irritam os brônquios e podem aumentar os sintomas e as crises de quem já tem asma.

Como é feito o diagnóstico na Clínica Imune

O diagnóstico começa pela história clínica: quando os sintomas aparecem, o que os desencadeia, se há piora à noite ou com esforço, se há rinite ou outras alergias, histórico familiar, crises anteriores e tratamentos já usados.

Em seguida vem o exame físico, com atenção à ausculta do pulmão. A confirmação da asma costuma incluir a espirometria (prova de função pulmonar), exame em que a pessoa sopra em um aparelho que mede a quantidade e a velocidade do ar expirado e mostra se a obstrução dos brônquios melhora com broncodilatador. Quando indicada, ela é solicitada pelo médico.

Para identificar se há um componente alérgico, pode ser realizado o prick test na própria clínica, com resultado em cerca de 20 minutos. Saber a qual alérgeno a pessoa é sensível orienta o controle do ambiente e define se há indicação de imunoterapia.

Como é o tratamento da asma?

O tratamento é individual e tem dois objetivos: controlar os sintomas no dia a dia e reduzir o risco de crises. Ele se apoia em algumas frentes:

  1. Medicação de controle. Os corticoides inalatórios, isolados ou associados a broncodilatadores de longa duração, são a base do tratamento da asma persistente e atuam sobre a inflamação dos brônquios. A escolha do medicamento, da dose e do dispositivo é feita pelo médico, caso a caso.

  2. Medicação de alívio. Usada para aliviar os sintomas quando eles aparecem, conforme o plano definido na consulta.

  3. Técnica inalatória. Usar a bombinha do jeito certo faz diferença no resultado. A técnica é revisada nas consultas.

  4. Plano de ação por escrito. Um roteiro combinado com o médico sobre o que fazer quando os sintomas pioram e quando procurar atendimento de urgência.

  5. Controle do ambiente e dos desencadeantes. Orientações específicas para os alérgenos identificados no teste, além de evitar fumaça de cigarro e outros irritantes.

  6. Imunoterapia com alérgenos. Na asma alérgica, quando o alérgeno está identificado e a asma está controlada, a imunoterapia com alérgenos pode ser indicada. É o único tratamento que atua na causa da alergia.

Nos casos graves, que não alcançam controle com o tratamento habitual, existem medicamentos imunobiológicos, indicados após avaliação detalhada.

O corticoide inalatório faz mal?

Na dose indicada pelo médico, o corticoide inalatório age diretamente nos brônquios, em quantidade pequena, e é considerado seguro para uso prolongado. Os efeitos mais comuns são locais, como rouquidão e candidíase na boca (sapinho), e podem ser prevenidos enxaguando a boca após cada uso.

Quando procurar um médico

Vale marcar uma consulta quando:

  • há falta de ar, chiado ou tosse que se repetem
  • os sintomas acordam você à noite
  • você precisa da bombinha de alívio com frequência
  • o exercício físico provoca falta de ar
  • houve crise com necessidade de pronto-socorro
  • o tratamento atual não está controlando os sintomas

Sinais de alerta: quando ir ao pronto-socorro

Procure atendimento de urgência imediatamente, ou ligue 192 (SAMU), se houver falta de ar intensa, dificuldade para falar frases inteiras, lábios ou unhas arroxeados, sonolência ou confusão, ou se a medicação de alívio não trouxer melhora.

Perguntas frequentes sobre asma

Asma tem cura?

A asma não tem, hoje, um tratamento que a elimine em definitivo, mas tem controle. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas com asma passa a ter poucos ou nenhum sintoma e leva vida normal, inclusive com atividade física.

Quem tem asma pode fazer exercício físico?

Sim. Com a asma controlada, a atividade física é recomendada. Quando o exercício provoca falta de ar ou chiado com frequência, isso costuma indicar que o tratamento precisa ser revisto.

A bombinha vicia?

Não. Os medicamentos inalatórios usados na asma não causam dependência. Precisar do remédio de alívio muitas vezes na semana é um sinal de que a asma não está controlada, e não de vício.

Asma é contagiosa?

Não. A asma não passa de uma pessoa para outra. O que é contagioso são as infecções respiratórias, como gripe e resfriado, que podem desencadear crises em quem já tem asma.

Todo chiado no peito da criança é asma?

Não. Nos primeiros anos de vida, muitas crianças têm chiado durante infecções por vírus, e nem todas terão asma. A avaliação médica considera a frequência das crises, os desencadeantes e o histórico de alergia na família.

Onde tratar asma em Rio Verde?

Na Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde, que recebe pacientes de todo o Sudoeste Goiano. O prick test e a imunoterapia são realizados na própria clínica. Agendamento pelo (64) 3051-1442.

Fontes consultadas

  1. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Recomendações para o manejo da asma da SBPT – 2020. Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2020. (abre em nova aba)
  2. Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management and Prevention. (abre em nova aba)

Última revisão: , por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079.

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