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Clínica Imune, Dr. Paulo Prado

Doença

Dermatite atópica: sintomas, causas e tratamento

Conteúdo revisado por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079

O que é dermatite atópica?

Dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele que causa pele seca e coceira intensa, com lesões que melhoram e voltam em períodos de crise. Ela também é conhecida como eczema atópico e não é contagiosa.

A doença costuma começar na infância, muitas vezes nos primeiros anos de vida, mas pode persistir ou surgir na idade adulta. É frequente que a dermatite atópica apareça junto com outras doenças alérgicas, como rinite alérgica e asma, na mesma pessoa ou na mesma família.

Quais são os sintomas da dermatite atópica?

O sintoma principal é a coceira intensa, que costuma piorar à noite e atrapalhar o sono. Além dela:

  • Pele seca: áspera, que descama com facilidade
  • Vermelhidão e manchas: que podem minar líquido e formar crostas nas crises
  • Pele engrossada: nas áreas coçadas por muito tempo
  • Lesões que voltam nos mesmos lugares: um padrão típico da doença

Os locais mais atingidos mudam com a idade. Nos bebês, é comum o rosto (principalmente as bochechas) e a parte externa de braços e pernas. Em crianças maiores e adultos, as lesões aparecem com mais frequência nas dobras (atrás dos joelhos e na frente dos cotovelos), no pescoço e nas mãos.

O que causa a dermatite atópica?

A dermatite atópica resulta da combinação de três fatores: uma barreira da pele alterada, que perde água com facilidade e deixa entrar irritantes e alérgenos; uma resposta inflamatória exagerada do sistema imunológico; e predisposição genética.

Alguns fatores costumam piorar as crises:

  • banhos quentes e demorados e sabonetes agressivos
  • calor, suor e roupas de tecido sintético ou lã
  • ar seco
  • ácaros da poeira
  • estresse emocional
  • infecções de pele, principalmente por bactérias

A seca no Sudoeste Goiano piora a dermatite atópica?

O ar muito seco resseca ainda mais a pele de quem tem dermatite atópica e pode favorecer as crises. Nos meses de estiagem no Sudoeste Goiano, reforçar a hidratação diária da pele é parte importante do cuidado.

Como é feito o diagnóstico na Clínica Imune

O diagnóstico da dermatite atópica é clínico: baseia-se na história (início dos sintomas, locais atingidos, padrão de crises, fatores de piora, histórico de alergia na família) e no exame da pele.

Exames complementares são indicados conforme o caso. Quando há suspeita de que um alérgeno esteja contribuindo para as crises, pode ser realizado o prick test ou a dosagem de IgE específica no sangue. Se houver suspeita de dermatite de contato associada, o teste de contato (patch test) pode ser indicado. Os resultados são sempre interpretados junto com a história clínica.

Como é o tratamento da dermatite atópica?

O tratamento é contínuo e combina cuidados diários com o controle das crises:

  1. Cuidados diários com a pele. Hidratante todos os dias, logo após o banho; banho morno e rápido; sabonete suave, apenas onde necessário; roupas de algodão. A hidratação é a base do tratamento, mesmo quando a pele está sem lesões.

  2. Controle da inflamação nas crises. Medicamentos anti-inflamatórios de uso na pele, como os corticoides tópicos e os imunomoduladores tópicos, prescritos na potência, no local e pelo tempo definidos pelo médico.

  3. Controle da coceira e dos fatores de piora. Orientação sobre o que evitar, cuidados com as unhas e tratamento de infecções de pele, quando presentes.

  4. Casos graves. Para as formas graves, que não respondem ao tratamento convencional, existem medicamentos sistêmicos e imunobiológicos, indicados após avaliação detalhada.

O corticoide na pele é perigoso?

Usado na potência, no local e pelo tempo indicados pelo médico, o corticoide tópico é um tratamento seguro e eficaz para as crises. Os problemas costumam surgir com o uso por conta própria ou por tempo prolongado sem orientação.

Quando procurar um médico

Vale marcar uma consulta quando:

  • a coceira atrapalha o sono ou as atividades do dia
  • as lesões voltam com frequência, mesmo com hidratação
  • as manchas se espalham por áreas extensas do corpo
  • o tratamento atual não está controlando as crises

Procure atendimento rapidamente se as lesões apresentarem sinais de infecção: crostas amareladas, pus, dor, bolhas que se espalham ou febre.

Perguntas frequentes sobre dermatite atópica

Dermatite atópica tem cura?

A dermatite atópica não tem um tratamento que a elimine em definitivo, mas tem controle. Em muitas crianças, a doença melhora bastante com o crescimento. O tratamento contínuo reduz as crises e a coceira e melhora a qualidade de vida.

Dermatite atópica é contagiosa?

Não. A dermatite atópica não passa de uma pessoa para outra, nem pelo contato com a pele, nem por objetos.

Qual hidratante usar na dermatite atópica?

O hidratante deve ser usado todos os dias, de preferência logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida. Produtos sem perfume e sem corantes costumam ser mais bem tolerados. A indicação do produto é feita em consulta, de acordo com a pele de cada paciente.

Dermatite atópica é causada por alimento?

Na maioria dos casos, não. Em parte das crianças com dermatite atópica moderada ou grave pode haver alergia alimentar associada, mas retirar alimentos da dieta sem confirmação médica não é recomendado, porque pode prejudicar a nutrição sem trazer benefício.

Quem tem dermatite atópica pode entrar na piscina?

Em geral, sim. O cloro pode ressecar e irritar a pele, por isso a orientação é tomar um banho rápido logo depois e aplicar o hidratante. Durante crises com feridas abertas, o ideal é conversar antes com o médico.

Onde tratar dermatite atópica em Rio Verde?

Na Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde, que recebe pacientes de todo o Sudoeste Goiano. Agendamento pelo (64) 3051-1442.

Fontes consultadas

  1. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e SBP. Guia prático de atualização em dermatite atópica – Parte I: etiopatogenia, clínica e diagnóstico. Arq Asma Alerg Imunol. 2017;1(2):131-156. (abre em nova aba)
  2. ASBAI e SBP. Guia prático de atualização em dermatite atópica – Parte II: abordagem terapêutica. Arq Asma Alerg Imunol. 2017;1(2):157-182. (abre em nova aba)

Última revisão: , por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079.

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