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O que é alergia a medicamentos?
Alergia a medicamentos é uma reação do sistema imunológico a um remédio, que pode aparecer mesmo com doses comuns e que tende a se repetir quando a pessoa volta a usar o mesmo medicamento. Ela faz parte das chamadas reações de hipersensibilidade a medicamentos.
Nem toda reação a um remédio é alergia. Efeitos colaterais, como enjoo com um antibiótico ou sonolência com um antialérgico, são esperados e não envolvem o sistema imunológico. Distinguir uma coisa da outra é o primeiro passo da investigação.
No Brasil, os medicamentos que mais causam reações de hipersensibilidade são os antibióticos betalactâmicos (como as penicilinas e as cefalosporinas) e os anti-inflamatórios, como dipirona e ibuprofeno.
Quais são os sintomas da alergia a medicamentos?
As reações se dividem pelo tempo em que aparecem:
- Reações imediatas: surgem, em geral, até uma hora depois da dose: urticária (vergões), coceira, inchaço de lábios e pálpebras, falta de ar, chiado e, nos casos graves, anafilaxia
- Reações tardias: surgem horas ou dias depois: manchas vermelhas pelo corpo, que podem coçar
Quais reações a medicamento são graves?
Algumas reações tardias são raras, mas graves, e exigem atendimento imediato: febre com manchas que se espalham, bolhas, descamação da pele, feridas na boca, nos olhos ou nos genitais, ou inchaço de gânglios. Na reação imediata, os sinais de gravidade são falta de ar, inchaço da garganta, tontura e desmaio.
O que causa a alergia a medicamentos?
Em parte dos casos, o organismo produz anticorpos IgE contra o medicamento, o que provoca reações imediatas. Em outros, a reação envolve células do sistema imunológico e aparece mais tarde.
Com os anti-inflamatórios, muitas reações não são alérgicas no sentido clássico: elas ocorrem pelo modo como o remédio age no organismo, e a pessoa pode reagir a vários anti-inflamatórios diferentes.
O rótulo de “alérgico à penicilina” é sempre verdadeiro?
Não. Muitas pessoas que carregam esse rótulo, às vezes por uma reação na infância, não são alérgicas quando investigadas. Confirmar ou descartar a alergia amplia as opções de tratamento quando um antibiótico for necessário.
Como é feito o diagnóstico na Clínica Imune
O diagnóstico começa pela história detalhada: qual medicamento foi usado, a dose, quanto tempo depois a reação apareceu, quais foram os sintomas, como foi tratada e se outros remédios da mesma família já foram usados depois. Receitas, bulas e relatórios de atendimento ajudam muito: leve o que tiver.
Conforme o caso, a investigação pode incluir:
- Testes cutâneos: prick test e teste intradérmico com o medicamento, de leitura imediata, indicados para alguns medicamentos, como os betalactâmicos e os anestésicos
- Teste de provocação: o medicamento é administrado em doses progressivas, sob supervisão médica, em ambiente preparado para atender reações. É considerado o padrão-ouro para confirmar ou descartar a alergia e para encontrar alternativas seguras
Os testes não são indicados após reações graves da pele, como as que causam bolhas e descamação.
Como é o tratamento da alergia a medicamentos?
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Suspender o medicamento suspeito e tratar a reação.
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Identificar alternativas seguras. A investigação indica quais medicamentos podem ser usados no lugar do que causou a reação.
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Registrar a alergia. Anote o nome do medicamento e informe sempre em consultas, atendimentos de urgência, farmácias e dentistas.
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Dessensibilização, em situações específicas. Quando um medicamento é indispensável e não há alternativa, existe um procedimento de introdução gradual, sob supervisão médica, que permite o uso temporário.
Quando procurar um médico
Vale marcar uma consulta quando:
- você teve uma reação depois de usar um remédio e não sabe se é alergia
- carrega o rótulo de alergia a um medicamento importante, como penicilina, dipirona ou anestésico
- precisa fazer uma cirurgia ou um tratamento e tem histórico de reação
- reage a vários anti-inflamatórios
Sinais de alerta: quando ir ao pronto-socorro
Procure atendimento de urgência imediatamente, ou ligue 192 (SAMU), se, depois de tomar um medicamento, houver falta de ar, inchaço da língua ou da garganta, tontura ou desmaio, ou se aparecerem febre com bolhas, descamação da pele ou feridas na boca e nos olhos.
Perguntas frequentes sobre alergia a medicamentos
Quem é alérgico a um antibiótico é alérgico a todos?
Não necessariamente. A chance de reação cruzada entre antibióticos depende da semelhança da estrutura química entre eles. A investigação ajuda a definir quais antibióticos podem ser usados com segurança.
Toda pessoa que acha que tem alergia à penicilina é alérgica?
Não. Muitas pessoas com o rótulo de alergia à penicilina não são alérgicas quando investigadas. Confirmar ou descartar a alergia é importante, porque o rótulo pode levar ao uso de antibióticos menos adequados.
Existe alergia a anestesia?
Existe, mas reações alérgicas verdadeiras aos anestésicos locais, como os usados no dentista, são raras. Quando há uma reação suspeita, a investigação indica se o anestésico pode ser usado novamente.
Existe exame de sangue para alergia a remédio?
Para poucos medicamentos. Na maioria dos casos, a investigação se baseia na história clínica, nos testes cutâneos e, quando indicado, no teste de provocação, feito sob supervisão médica.
Posso tomar o remédio de novo em casa para ver se tenho alergia?
Não. Testar um medicamento suspeito por conta própria é perigoso, porque a reação pode ser mais intensa. O teste de provocação só é feito sob supervisão médica, em ambiente preparado para atender reações.
Onde investigar alergia a medicamento em Rio Verde?
Na Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde. O teste intradérmico e o teste de provocação são realizados na própria clínica. Agendamento pelo (64) 3051-1442.
Fontes consultadas
- Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Testes in vivo nas reações de hipersensibilidade a medicamentos – Parte I: testes cutâneos. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(4):390-398. (abre em nova aba)
- ASBAI. Testes in vivo nas reações de hipersensibilidade a medicamentos – Parte II: testes de provocação. Arq Asma Alerg Imunol. 2019. (abre em nova aba)
- ASBAI. Reatividade cruzada entre betalactâmicos: uma abordagem prática. Arq Asma Alerg Imunol. 2021. (abre em nova aba)
- ASBAI. Alergia a medicamentos: perguntas e respostas. (abre em nova aba)
Última revisão: , por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079.
