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Clínica Imune, Dr. Paulo Prado

Guia da Alergia

Anafilaxia: sinais de alerta e o que fazer em uma reação alérgica grave

Conteúdo revisado por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079

Anafilaxia é uma reação alérgica grave, rápida e que pode levar à morte. Os sintomas costumam aparecer em poucos minutos depois do contato com o causador, como um alimento, um remédio ou a picada de um inseto, e atingem várias partes do corpo ao mesmo tempo.

Reconhecer os sinais e agir sem demora salva vidas. Na dúvida, a orientação da ASBAI é tratar como anafilaxia e procurar ajuda imediatamente.

Quais são os sinais de anafilaxia?

A anafilaxia costuma envolver mais de um sistema do corpo. Os sinais mais comuns são:

  • Pele: coceira, vermelhidão, placas de urticária e inchaço nos lábios ou nas pálpebras
  • Respiração: falta de ar, chiado no peito, tosse, rouquidão e sensação de aperto na garganta
  • Circulação: tontura, fraqueza e desmaio, por queda da pressão
  • Barriga: enjoo, vômitos, dor abdominal e diarreia

A pele costuma dar o primeiro aviso, mas nem sempre. A reação pode ser grave mesmo sem manchas na pele.

O que pode causar anafilaxia?

As causas mais frequentes são:

O que fazer em uma crise de anafilaxia?

As orientações da ASBAI para os primeiros minutos são:

  1. Aplicar a adrenalina sem demora, se a pessoa tiver o autoinjetor prescrito. A aplicação é feita na parte lateral da coxa. A adrenalina é o único medicamento capaz de reverter a anafilaxia.
  2. Ligar para o SAMU (192) ou levar a pessoa imediatamente ao pronto-socorro, mesmo que ela melhore depois da adrenalina.
  3. Deitar a pessoa de barriga para cima, com as pernas elevadas. Se houver vômitos ou falta de ar, deixe-a de lado ou recostada. Gestantes devem ficar deitadas sobre o lado esquerdo.
  4. Não deixar a pessoa ficar em pé ou andar, mesmo que ela diga que está melhor.
  5. Repetir a adrenalina, conforme a orientação médica recebida, se não houver melhora ou se os sintomas voltarem.

O que não fazer

  • Não esperar os sintomas piorarem para aplicar a adrenalina.
  • Não usar apenas antialérgico ou corticoide. Eles não substituem a adrenalina.
  • Não oferecer comida nem bebida durante a crise.

Por que investigar a causa depois da crise?

Quem já teve anafilaxia tem risco de ter outra se entrar em contato de novo com o mesmo causador. Descobrir o que provocou a reação é a principal forma de prevenção.

A investigação começa pela história detalhada: o que a pessoa comeu, tomou ou tocou antes da crise, quanto tempo depois os sintomas começaram e como a reação foi tratada. Quando há indicação, testes como o prick test ajudam a identificar o causador. Em situações selecionadas, o teste de provocação oral, feito sob supervisão médica, confirma ou descarta a alergia a um alimento ou medicamento.

Com o diagnóstico, o médico orienta o que evitar, avalia a indicação de adrenalina autoinjetável e monta um plano de ação por escrito para a família, a escola ou o trabalho.

Como a Clínica Imune pode ajudar

A Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde, faz a investigação de quem já teve reação alérgica grave, com os testes realizados na própria clínica quando indicados. A clínica não funciona como pronto atendimento: durante uma crise, procure imediatamente o serviço de urgência ou ligue 192.

Para agendar uma consulta de investigação, veja a página de contato e agendamento.

Perguntas frequentes sobre anafilaxia

Antialérgico resolve uma crise de anafilaxia?

Não. A ASBAI orienta não usar apenas antialérgicos ou corticoides na anafilaxia. A adrenalina é o único medicamento capaz de reverter a reação e deve ser aplicada sem demora. Depois, é preciso acionar o serviço de emergência.

Anafilaxia é o mesmo que choque anafilático?

O choque anafilático é a forma mais grave da anafilaxia, quando a pressão arterial cai e a pessoa pode desmaiar. A anafilaxia pode ser grave mesmo sem queda de pressão, por exemplo quando há falta de ar ou inchaço na garganta.

Quanto tempo depois do contato a anafilaxia aparece?

Os sintomas geralmente surgem em minutos após o contato com o causador, como um alimento, um remédio ou a picada de um inseto. Por isso, a reação precisa ser reconhecida e tratada rapidamente.

Quem já teve anafilaxia precisa andar com adrenalina?

Segundo a ASBAI, quem tem risco de anafilaxia deve portar sempre a adrenalina autoinjetável e saber usá-la corretamente. A indicação e o treinamento são feitos pelo médico.

Onde investigar a causa de uma anafilaxia em Rio Verde?

Na Clínica Imune, no Setor Morada do Sol, em Rio Verde. A consulta avalia o que aconteceu e, quando indicado, os testes são feitos na própria clínica. Agendamento pelo telefone ou WhatsApp (64) 3051-1442.

Fontes consultadas

  1. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Como agir na anafilaxia? (abre em nova aba)
  2. ASBAI. Adrenalina intramuscular no tratamento de reações alérgicas agudas graves. (abre em nova aba)
  3. ASBAI. Anafilaxia: o que você precisa saber (e-book). (abre em nova aba)
  4. Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia (SBAI, atual ASBAI). Anafilaxia: guia prático para o manejo. Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia. (abre em nova aba)

Última revisão: , por Dr. Paulo Roberto do Prado Barbosa, CRM-GO 4079.

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